quarta-feira, 6 de abril de 2016

Grey - Grey - E L James

Grey
Editora: Intrínseca
Autor: E L James
Ano: 2015
Edição: 1
Número de páginas: 524
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Lamentavelmente há meses não consigo (quero) passar por aqui...
Não é desamor, mas estive tão exaurida e com tantos compromissos obrigatórios, que fui deixando, deixando, deixando e agora me assustei com uma pilha de livros à resenhar e um hiato de 3 meses  no blog.
Acreditando que sempre é possível retomar as atividades, meu pontapé inicial no blog esse ano é um livro que amei e que vou compartilhar com vocês.
Além disso, até domingo vou separar um pacote para uma super promoção, combinado?

Grey (motivo para minha passagem pelo blog) foi a primeira leitura de férias de dezembro.
Me agarrei nele na semana de provas, porque sou louca, e não me arrependo.
Desde julho estou ansiosa para saber o ponto de vista do bad boy mais doido da literatura.
Em Grey temos exatamente a mesma história desenvolvida no livro Cinquenta tons de cinza sob a perspectiva do olhar de Christian Grey.
Cinquenta tons de cinza é um fenômeno mundial que resenhei compulsivamente aqui no blog e já reli mais vezes que minha memória é capaz de gravar.
Amo a história!
Um cara desequilibrado apaixonado por uma moça virginal e inexperiente lutando entre o certo (manter-se distante) e o desejo (conquistá-la).
Completando tudo isso, nosso pseudo-herói relaciona-se sexualmente de uma forma atípica, conseguindo o prazer por meio de relações sadomasoquistas.
Iniciar a vida sexual nessa perspectiva é assustador, mas Ana é mais curiosa que medrosa e o desejo que sente por Grey a movimenta a experimentar o estranho modo de amar dele.
O livro é arrebatador, pois, Grey encontra equilíbrio (e muito desequilíbrio) nesse amor, descobre possibilidades e por fim a redenção nessa relação.
Todo o sonho romântico repaginado em uma história de amor moderna e torta, mocinha pura e ingênua descobrindo o amor com um sujeito doente que se rende ao sentimento encontrando a cura...
Obviamente, a comunidade feminista encontra diversos pontos críticos na história. 
Romantizar relações problemáticas pode ser perigoso, ainda mais para públicos em formação, maturação psíquica. As realidades sobre violência/dominação/submissão são frequentes e com finais muito dramáticos, ainda mais em uma sociedade perigosamente patriarcal e essencialmente machista.
Ana não tinha experiência amorosa e essa introdução a vida sexual poderia trazer consequências irrevogáveis, Grey impõe a Ana um padrão econômico distante de sua realidade e a sedução passa perigosamente por vários limites conflitantes na moralidade.
Pensemos: romance é romance!!!
Ninguém lê suspense ou 'Dexter' pensando em promover violências! (assim esperamos)
A leitura é direcionada ao público adulto, capaz de crítica e abstração.
As passagens calientes são explícitas aos mais sensíveis e deliciosas aos mais atrevidos.
Ansiosa por mais e trabalhando a ansiedade, visto que vai demorar para sais mais livros.

Para resenha dos demais livros da série:


2 comentários:

Bruna Britti disse...

Já que você citou o feminismo, eu abro o meu parentese: o meu feminismo permite que a mulher seja livre para ler o que ela quiser. O meu feminismo entende que, quando o livro é direcionado para as fantasias sexuais fictícias da mulher (ou até mesmo reais), ele ainda é um tabu. Mesmo para as feministas. Muitas não estão vendo que, a partir do momento em que você diz que mulheres não devem ler, você está promovendo o machismo também. E.L James pode não escrever tão bem, mas deu uma entrevista valiosíssima: "É o credo patriarcal que segue repetindo: 'você não tem o direito de fantasiar sobre determinado tema, é perigoso para você, estamos protegendo você", continua James. "Ora, isso é um pensamento misógino!". Concordo. Você está tratando a mulher como incapaz de discernir a ficção da realidade. É perigoso para ela ler um livro de submissão fictícia, pois né, nós sabemos que mulheres não tem a capacidade de diferenciar uma coisa da outra. E onde já se viu, gostar de um livro desses? Porque nós todos sabemos que é 50 tons de cinza que promove o machismo, assim como Dexter promove a violência e BBB a burrice *ironia*
A Lola fez um post maravilhoso sobre isso. Ela não gostou da escrita, achou horrorosa. Mas disse que jamais ficaria contra a um livro que dá liberdade a fantasia sexual e ao empoderamento da mulher. Afinal, como ela mesmo cita, é o Grey que corre atrás da Ana, e não ao contrário. Faço delas minhas palavras. ^^
Agora sobre o Grey: estou muito na dúvida sobre ler. Já vi comentários de que ela fez apenas um copy e cole nesse livro. Mas tbm quero mto saber a visão dele ^^ Confio na sua opinião :D Espero não me decepcionar.

Denise Ayres disse...

Obrigada por sua valiosa contribuição e concordo plenamente com sua opinião.
Eu gostei!
Gosto de cinquenta tons e a pegada é a mesma, obviamente que a história só muda o ponto de vista, mas aprecio o raciocínio de Grey.
Beijão

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