domingo, 16 de fevereiro de 2014

Seu amigo esteve aqui - Cristina Chacel

Seu amigo esteve aqui
Autor: Cristina Chacel
Editora: Zahar
Ano Edição: 2012
Número Edição: 1
Páginas: 207
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*Cultura*Saraiva*Submarino


Desde a divulgação de sua publicação, aguardo ansiosamente pela oportunidade de ler esse volume.
Sou fascinada por história, aliás, me reservo ao direito de desejar fazer esse curso quando terminar Ciências Sociais.
Os anos de chumbo, época da ditadura militar do Brasil, são particularmente interessantes.
Compreender como uma geração de meninos, estudantes, se prestou a sacrificar, inclusive a vida, para defender uma ideologia me intriga imensamente.
Em 'Seu amigo esteve aqui', Cristina nos convida a entender o percurso de um dos militantes de esquerda, e desaparecido político, mais importante do Brasil: Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, ou Breno.
Com uma extensa pesquisa que chegou a entrevistar inclusive nossa atual presidente, Dilma Rousseff, a autora nos convida a vivenciar o clima de uma época romântica, idealista, ingênua e duramente reprimida.
Dos bailinhos de BH a guerrilha e clandestinidade.
Todo o percurso do estudante de sociologia, filho, irmão, primo, que visitou Cuba, se embrenhou no país, amou, fez amigos leais e sumiu em um nefasto 15 de fevereiro de 1971.
Em seu percurso nomes importantes como Dilma, Lamarca, Iara, Inês Etienne, foram lembrados e situados.
É uma reconstituição marcante e de revirar o estômago.
Aliás, seu título vem da memória da única sobrevivente à Casa da morte de Petrópolis, Inês Etienne Romeu, que em uma das diversas sessões de tortura que viveu ouviu de seu algoz 'seu amigo esteve aqui'.
Crendo que a moça jamais sairia com vida, seus torturadores se descuidaram e nomes, telefones, geografia e arquitetura foram escapando em seus interrogatórios.
Em liberdade, Inês é a principal interlocutora do possível fim desse jovem idealista e revolucionário.
Um livro que merece estar sempre a mão, uma história que jamais deve ser esquecida, sob a pena de repetição.
Me arrepio quando ouço um desavisado dizendo que militares colocariam ordem nesse país, ou que estamos sofrendo ditadura nos protestos.
Falta estudo e foco no eu traz mudança.
Fato curioso, terminei o livro do aniversário de 43 anos do desaparecimento de Beto, coincidência estranha, né?



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