sábado, 6 de abril de 2013

O Diário de uma Submissa - The Diary of a Submissive - Sophie Morgan

O diário de uma submissa
Editora: Fontanar
  • Autor: Sophie Morgan
  • ISBN: 9788539004362
  • Ano: 2012
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 213
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*Cultura*Saraiva*Fnac

Com um relato autobiográfico, acompanhamos o percurso traçado por uma mulher que se esconde sob o pseudônimo de Sophie.
Sophie era ainda uma aspirante a jornalista, quando se descobriu seduzida pela prática sadomasoquista.

Durante um relacionamento internacional com um americano, ao fazer um trocadilho, tomou seus primeiros tapas consentidos e descobriu o prazer com isso.
O retorno a terra natal de seu atrativo parceiro abriu uma lacuna em seu peito que levou anos a ser remediada.
Sua atração pelo universo sado dificulta suas alternativas de escolha para entrar em um novo relacionamento e ela acaba se isolando.
Isso até conhecer Thomas com quem desenvolveu uma longa e permanente amizade.
A princípio, platônica, até o dia em que ele diretamente lhe pergunta 'quer transar?'
Em uma 'amizade colorida' suas fantasias fluem sem a preocupação de julgamento e Sophie descreve detalhadamente como funciona seu universo.
Em alguns momentos, senti repugnância e frequentemente me peguei questionando a sanidade mental da autora.
Sua condição de prazer necessariamente vinculada a dor e a humilhação é assustadora.
Thomas e Sophie exploram por anos os limites cabíveis dessa condição.
Em um determinado momento, Thomas se encanta por uma moça e não pensem que imediatamente Sophie se retira, antes eles exploram suas fantasias a três.
Sophie deixa absolutamente claro que a relação com Thomas não envolve sentimentos além de amizade e sexo.
Ao perceber a seriedade que a relação de Thomas e Charlotte pode alcançar, ela decide que é o momento de seguir.
Com isso, acaba se transferindo de cidade e buscando novos desafios.
Durante um trabalho jornalístico, ela conhece James.
Um homem bem sucedido, charmoso, sensual, inteligente e que se mostra bastante interessado.
A afinidade surge e com ela o romance, aos poucos se descobrem com mais interesses que os habituais.
Sophie novamente encontra um par com vínculo ao universo de fantasia que ela tanto aprecia.
Sophie é uma mulher intrigante. 
Possui uma família bem estruturada, é inteligente, sagaz, sarcástica e extremamente sedutora.
Verdadeiramente me encantei por ela e me surpreendi por seu hábito tão peculiar, afinal, nosso encantamento é diretamente ligado a identificação, certo?
No entanto, seus interesses sexuais me são tão estranhos que me causaram profundo desconforto, sinceramente não consigo captar a origem de prazem em apanhar até gozar (estou sendo literal).
James é um fofo, ao mesmo tempo que possui um traço profundo de energia sádica, ele é meigo, carinhoso, preocupado e descobrimos um confuso com seus prazeres.
Torci muito por eles, mesmo não entendendo como uma relação dessa pode chegar a algum lugar.
Tudo me causa tanta estranheza que lamento ser tão sincera.
Ao chegar no final do livro, saboreei a frustração.
Já havia me lamentado pelo excesso de sexo sem envolvimento emocional, mas quando, finalmente, ela uniu seu prazer com um afeto, eu levantei a bandeira da torcida e o final não esclarece nada.
Um livro curto, que considerei cansativo e quase foi bom, mas se perdeu na ausência de afeto.

Um comentário:

Érika Di Bernardo disse...

Confesso que essa febre de "50 tons e afins" não me atrai muito não... e pela sua resenha, o livro deixou a desejar né!? Vai láaaa pro finalzinho da fila dos livros que pretendo ler.... hehehehhehe Bjos!

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