domingo, 25 de novembro de 2012

Cinquenta Tons de Liberdade - 50 shades freed - E.L. James

Cinquenta Tons de Liberdade
Editora: Intrínseca
Autor: E.L. James
ISBN: 9788580572162
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 544
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*Cultura*Saraiva*Fnac*Americanas


Concluindo a leitura dessa aclamada trilogia, posso afirmar que me firmei como uma das apaixonadas por Christian Grey, ou por E.L. James.
Antes de iniciar minha retórica, faço dois alertas:
1) Trataremos de um livro voltado ao público adulto, portanto, caso não te agrade literatura erótica, ou não tenhas idade apropriada, sugiro que me abandone daqui.
2) Esse é o terceiro e conclusivo capítulo de uma história, então, por mais que existam 'pseudo-magos do spoiler free', não se iludam! É pouco provável que não te depares com spoilers de livros anteriores.
No mais... vamos que essa resenha tem muito a render!
E.L. James nos conduz por uma história de amor entre uma jovem ingênua, de língua afiada, personalidade atuante e inexperiente e um homem atormentado por fantasmas do passado.
Christian Grey é hoje um empresário multi-milionário extremamente bem sucedido, mas seu passado é negro.
Até os quatro anos foi criado por sua mãe biológica. 
Uma mulher viciada em crack que usava o corpo como fonte de renda para sustentar o vício.
Grey viu sua mãe morta e compartilhou fortes momentos com ela até alguém descobrir o fato.
Também amarga  a lembrança de maus tratos vindos do cafetão de sua mãe.
Com a perda da mãe, Grey foi adotado por uma carinhosa família.
Ao chegar a adolescência tornou-se um jovem brigão e problemático, até ser iniciado sexualmente por uma amiga (bem mais velha) de sua mãe que possuía fantasias sadomasoquistas e o transformou em submisso.
Findado esse relacionamento, Grey encorporou o dominante e nunca teve um relacionamento amoroso com suas parceiras, sempre mantendo o controle e a distancia, criou laços somente sexuais.
Quando Anastásia substitui sua amiga e entrevista Grey, ele vê nela a oportunidade de conquistar mais uma submissa a sua trajetória.
O problema é que Ana é ingênua, é tímida, mas por trás das bochechas vermelhas guarda uma personalidade intrigante.
Algo que nosso atormentado galã não esperava e ele acaba se rendendo a esse sentimento que pouco a pouco o domina.
Um sentimento absolutamente novo e que o tira completamente de sua zona de conforto, que o tira do controle.
Ana não aceita a posição de submissa e apesar de gostar de jogos sexuais, ela não aceita as condições contratuais de Grey.
Mesmo apaixonada, ela vai embora e finaliza o relacionamento.
Separados, ambos entendem a dimensão que o relacionamento tomou e assumem a necessidade de uma mudança de postura para que seja possível dar certo.
Terminamos o segundo volume com a aceitação de Ana em casar-se com Grey, o que nos remete a aceitação de Grey a uma absoluta mudança de vida, de forma de se relacionar, a sua redenção ao amor de Ana.
Para entender a dimensão dessa mudança, os lembro que Grey nunca dormia com uma parceira, não se permitia ser tocado em hipótese alguma, suas parceiras assumiam um papel praticamente figurativo, não falavam, não dirigiam o olhar, não escolhiam guarda-roupa, corte de cabelo.
Grey ainda fotografava as meninas em posições comprometedoras para garantir que após o fim das 'relações' elas não usassem seus fetiches contra ele.
Ele nunca era visto com mulheres em público, o que despertou suspeitas sobre sua opção sexual.
Com Ana ele muda TUDO.
Ana chega a conhecer o terapeuta de Grey e tira dúvidas com ele antes de se decidir por um compromisso efetivo.
No terceiro volume, temos grandes e bem descritos momentos da lua de mel e de todo um enamoramento pós-casamento dos pombinhos.
Infelizmente (ou felizmente) nem tudo são flores.
Grey adquiriu obstinados inimigos em sua história.
Temos um sujeito oculto (que obviamente todos sabem quem é) que está obcecado pelo fim da dinastia Grey.
Então, somos agraciados com perseguições, tentativas de sequestro e assassinato.
Paralelamente, a Sra Grey apronta todas e deixa não somente nosso querido atormentado, mas a nós mesmos também.
Sabemos que Grey possui limitações em sua maturidade, mas a moça não facilita em nada.
A falta de comunicação entre a dupla acaba expondo-os mais ainda aos riscos de um psicopata desenfreado.
Christian dá vários grandes saltos nessa trilogia, mas sempre nos mostrando que luta contra demônios e nem sempre consegue dominá-los.
Certamente é gratificante ver o amadurecimento do personagem e também é pertinente suas regressões ao ponto inicial do comportamento, pois, é assim que humanos são.
Crescem e esquecem que cresceram.
Já Ana, que insistiu em me irritar durante os três livros, teve meu perdão durante seus e-mails, onde justifica suas atitudes como reflexivas do comportamento de Grey.
Não serei louca de dizer que há perfeição na trilogia, mas eu me diverti imensamente.
Os livros são extremamente eróticos, muito bem trabalhados nas questões psicológicas, bem articulado.
O primeiro e introdutório foi o mais sofrível.
A narrativa não deslancha, possui problemas estruturais que poderiam ser sanados nas revisões, mas foram ignorados.
O segundo volume traz uma melhora interessante na estrutura do texto de James, além de uma maior articulação nos eventos, o que transformou tudo muito mais emocionante, a narrativa flui de forma viciante.
O terceiro fecha conforme eu esperava.
Acompanhamos as dificuldades de adaptação do casal e o crescimento desse relacionamento.
Me diverti bastante e compreendo o imenso e assombroso sucesso da obra.
É sempre gratificante ver o amor curar feridas, ainda mais as mais profundas...
Quando o livro chega no fim e começa aquele sentimento de 'quero mais', James e sua generosidade nos brindam com um plus onde temos um capítulo inteiro de Grey contado do seu ângulo o dia que conheceu Ana.
Eu poderia reler a trilogia inteira sob esse ângulo da narrativa e ia amar muito.
Sobre as edições brasucas, elas seguem o padrão de qualidade Intrínseca, portanto, capas lindas, material de qualidade e revisão aceitável (claro que achamos um errinho ou outro, mas nada estúpido).
Espero que gostem da leitura dessa série tanto quanto eu.

9 comentários:

Mag Soares disse...

to louca pra ler..... mas ainda tem uma ilha de livros na frente.... um dia chego lá! =]

naughty.pixxie disse...

pra mim não tem nada, mas SPOILER ALERT mais embaixo... xP

basicamente só vi gente comentar que é muito mal escrito, e a Ana é uma insuportável, mas, se fosse bem escrito (sem os vícios e clichês de fanfic) e pelo ponto de vista do Grey, seria bem interessante, na minha opinião.. =)
ainda não sei se ia conseguir, pq essa coisa de relacionamento completo de dominante-submissa me deixa louca, mesmo eu entendendo pq acontece.. só o que tu comentou ali de não poder escolher o que usa, não poder olhar direto, etc... fico nervosa só escrevendo já.. =P tive que respirar fundoa gora que fiquei fisicamente agoniada =|

e uma pergunta, que é só o que eu consigo pensar do terceiro livro: o que tu achou da cena no final, deles transando loucamente com ela super grávida? não o ato, mas o depois.. ? lol achei muito: "DESNECESSÁRIOOOO..."

Fernanda Ohashi disse...

O terceiro acabou realmente como eu esperava, adorei a tua resenha! escrevendo tudo tudo como aconteceu hehe, a famosa retrospectiva antes de chegarmos aos finalmente :D E a coisa que eu mais concordei de tudo o que você escreveu foi: 'O primeiro e introdutório foi o mais sofrível.' Eu confesso que só continuei pelo Christian, eu adoro a complexidade da personagem e tô louca pra saber se vai ter mesmo ou não um livro escrito do ponto de vista do nosso 50 tons haha 'Isso é tudo...por hora' é pra matar a gente né?

Beijos, Nanda

Bruna B. disse...

Como já falei com a Denise vááárias vezes, esses temas eróticos não me chamam muito a atenção, porém, a cada resenha dela fico morrendo de curiosidade! Quem sabe futuramente, Sr Grey.

Beijo.

Flávia Souza disse...

Amei sua resenha, falou tudo!

A Ana realmente apronta muitas nesse livro, em várias passagens eu ficava achando que o Grey ia ter uma sincope quando soubesse o que tinha feito.
Mas o final, ah o final é fofo, que compensa o fato da Ana ter me irritado.
Você já termina com a sensação de quero mais, mas aquele capitulo da entrevista pela visao dele é muito engraçado, defitivamente toparia reler pela visao dele.
Alias com certeza vou ler os proximos livros da E L James, mesmo achando que ela nao escreve tão bem (embora melhore gradativamente durante a trilogia).

Livroterapia disse...

Amo!!!
Estou relendo!
Confesso que o 2º livro da série é o meu favorito!
Beijinhos
Rízia - Livroterapias
livroterapias.blogspot.com.br

Anônimo disse...

E ai Denise? você chegou a alguma conclusão sobre ele ter sido ou não abusado? beijooo

Denise Ayres disse...

Vários tipos de abuso, né?
Violência física, psicológica, sua iniciação sexual completamente atípica.
Sua trajetória de vida condiz com o comportamento sim, na minha opinião.

Bruna Britti disse...

Juro que tentei resumir meu comentário, mas não deu hahahaha Lá vai:

*spoilers*

Basicamente faço suas as minhas palavras. Acho que o problema do primeiro livro foi uma tentativa de manter um pé no ar “Crepúsculo” da fan fic e tentar, ao mesmo tempo, manter outro pé longe dos clichês que uma fan fic vai ter. No fim, acaba ficando uma coisa nem outra. Junta isso com a pouca experiência que a E. L James tinha (e a falta de um editor para corrigir a repetição de palavras, expressões, etc,) e aí nasce 50 Tons de Cinza :P hahahaha

Mas que bom que a gente é persistente, né Dê? ^^ Se eu tivesse ficado só no primeiro, teria perdido uma história muito boa. Mesmo a E. L James melhorando um pouco a cada livro, admito que a história continua mal escrita. (mas é como você falou, nos dois últimos ela pega o jeito de uma forma que faz a narrativa ficar viciante).
Será que sou a única que gostei da Ana? Hahahaha Eu sei lá, todo mundo reclama que ela é cheia de mimimi e tal, mas... ela é novinha gente, :D hahaha Tirando todos aqueles clichês e situações bizarras do primeiro (como não ter um computador e um e-mail, WTF?!), acho que ela também evoluiu como personagem, principalmente se você for contar pela idade dela. Eu a-m-a-v-a quando ela batia o pé e brigava com o Grey <3 hahaha Quanto a ela se virgem aos vinte, e que o pessoal achou um absurdo, não achei não... tenho pelo menos três amigas que já passaram dessa idade e são *bruna fazendo revelações bombásticas* hahahaha
Quanto ao Grey, sem comentários <3 Sempre lembro dele na cena em que ele deixa a Ana tocar ele, bem devagar, lembra? LINDO E a cena que ele foi um ogro cretino depois que ele dá a notícia da gravidez? Idiota ¬¬ hahahaha Ele é bem 50 tons mesmo, e como vc falou uma vez, adorei ver todos os tons eles.

Eu tbm não me importo ler tudo de novo, dessa vez na visão do Grey. Aliás, seria bem interessante (e espero mesmo que ela faça).
Achei o final uma fofura, ele brincando com o filho. *_* Menininho sortudo, já nasceu com a poupança garantida hahahahahaha (não podia deixar de comentar kkk)

Sua resenha tá perfeita, vamos entrar em depressão pós Grey kkk

Beijos! :*

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