quarta-feira, 20 de junho de 2012

Travessia - Crossed - Ally Condie

Travessia - Crossed - Ally Condie
Editora: Suma de Letras
Autor: Ally Condie
ISBN: 9788581050744
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 273
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*Cultura*Saraiva*Fnac*Americanas


Segundo volume da série distópica de Ally Condie, sendo o primeiro Destino já resenhado no blog.
Caso não tenha lido Destino, alerto que não será possível escrever essa resenha sem spoilers do primeiro volume.

Cassia nunca precisou pensar, escolher.
Seu destino sempre foi narrado e traçado por uma sociedade que baseia a vida de seus cidadãos em estatísticas e estudos genéticos e comportamentais.
Porém, um erro na transmissão de informações sobre o escolhido a seu consorte mudou tudo.
A curiosidade gerada por esse erro e algumas descobertas no decorrer do primeiro livro trouxeram nossa personagem a uma nova realidade.
Cassia seria destinada a Xander, mas a sociedade expõe os dados de Ky no seu cartão de informações do par, namorado.
Xander sempre foi uma zona de conforto na vida de Cassia, ela sabe tudo sobre ele, cresceu e é vizinha dele.
Ky é o mistério e traz uma história fragmentada e incompleta de si mesmo, é o desconhecido, o proibido.
Ky não teria como formar um par, seus pais fizeram parte da insurreição - movimento rebelde a sociedade - causando o status de aberração ao jovem órfão recolocado em ambiente familiar.
Toda essa pequena confusão gerou um desgaste e mostrou as imperfeições dessa sociedade 'dita' perfeita.
Na tentativa de ajustar toda essa situação Ky é mandado para as províncias exteriores, para uma morte certa.
Inconformada, Cassia busca uma forma de se infiltrar e ser deslocada a esse local onde estaria Ky, mesmo que isso fosse um grande risco a sua vida.
Quando Cassia chega ao destino de Ky, descobre que ele fugiu se 'embrenhando' em cânions inóspitos. 
Nossa menina não se faz de rogada e vai atrás do mocinho.
Em sua andança arrasta a aberração Indie, que aliás é a única razão de ela ter sucesso em sua aventura (e o que dá algum movimento a história).
Já Ky arrasta na sua fuga Eli e Vicky, o primeiro por ser parecido com o irmão de Cassia (deuses!) o segundo devido uma estranha afinidade que se criou.
Enquanto Cassia procura Ky, ela encontra provas de que a insurreição existe e está crescendo.
Travessia marca o desenvolvimento da personagem Cassia de uma acéfala a uma quase pensante. É a travessia dela a alguém que pode fazer escolhas (ou pseudo-escolhas).
Não guardei segredos sobre meu desapontamento sobre o primeiro livro.
Li várias resenhas na internet, para tentar entender se tinha deixado passar algum entendimento na história que gerasse meu desalento e entendi que não deixei nada passar, simplesmente não é uma leitura que se enquadre ao meu perfil.
Vamos as minhas impressões.
Ally, a meu ver, sofre grande influência da obra de Suzanne Collins em sua narrativa.
Foi impossível não detectar semelhanças entre Travessia e Em chamas.
Há uma guerra se formando na surdina para atacar essa sociedade totalitária.
Todos acreditam num sujeito que vai representar essa movimentação, dão a ele o nome de Piloto - aquele que acredita que seu movimento único pode mudar tudo.
Os fugitivos que buscam essa dita 'insurreição' observam em Ky a imagem do piloto.
Quando chegam a dita 'insurreição' ela reserva características muito próximas a sociedade a quem se diz ser contra.
Tudo até aqui nos diz que o próximo volume será de guerra, até aqui a armada se constrói.
Bem se você leu Jogos Vorazes, certamente, fará associações.
A narrativa de Ally é lenta, muito lenta e cheia de lacunas que desconhecemos se são por descuido ou por propósito obscuro.
Xander quase não aparece, a família de Cassia também some de cena, os fujões conquistam metas que a uma sociedade tão controladora são utópicas.
A autora optou por alternar a narrativa entre Ky e Cassia, quando no primeiro temos somente o foco de Cassia. Esse movimento trouxe um pouco de agilidade ao texto.
O final foi bizarramente frustrante, pena não poder discorrer sobre isso.
Creio que a autora tinha tudo para desenvolver uma história fascinante (secretamente tenho expectativas que ela faça isso no terceiro e último volume) toda questão que vejo é em torno da liberdade, o que é ser livre?
A sociedade é a prova da ausência de liberdade e do uso de cobaias humanas, mas até onde é possível ser livre?
Meu desejo?? Que toda experiência de Cassia seja uma manipulação da sociedade  com fins experimentais... sim, sou uma troll!
Segue booktrailer.



2 comentários:

Natiii disse...

Denise,estava esperando por sua resenha,após ler seus tweets.kkkkkkkkk

A melhor parte da resenha e mais engraçada foi : "Travessia marca o desenvolvimento da personagem Cassia de uma acéfala a uma quase pensante. "

Ainda não li Travessia,mas estou receosa,pq eu realmente gostei muito de Destino.
Adoro o personagem do Xander,uma pena que ele não apareça tanto.Tenho as minhas dúvidas quanto ao Ky.O final que vc falou seria totalmente surreal,digo aposto que ngm esperaria por isso,iria chocar né.
Agora nos resta esperar até Novembro,para descobrir o que a Ally reservou para a Cassia,Ky,Xander e os outros

Bjs Nati

Denise Ayres disse...

Obrigada, Nati!!

Falei que meu final era troll. kkkk

Beijão

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