sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O homem de Montana - Montana Man - Barbara Delinsky

O homem de Montana - Montana Man

Editora: Harlequin
Autor: Bárbara Delinsky
ISBN: 9788576875666
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 304

Sou há bastante tempo apreciadora da obra de Bárbara Delinsky.
Alguns de seus livros são verdadeiramente surpreendentes outros apelam para o óbvio e o clichê.
Creio que sejam elementos comuns a todos os autores e que tenha vínculo também com a maturidade literária de cada um.

O homem de Montana conta a inusitada historia de amor de Lily e Quist.
Lily acaba de sair de um casamento perturbador e está fugindo com a filha de cinco semanas rumo a uma nova vida.
Só que ela não contava que teria que cruzar uma tempestade de neve no seu percurso.
No seu caminho, Lily cruza com um homem no meio da tempestade, no meio da estrada pedindo carona.
Angustiada por não dar conta de enfrentar essa diversidade sozinha e ao mesmo tempo solidária a situação dessa pessoa no meio da estrada, ela resolve parar e oferecer ajuda.
Quist está atravessando o mundo em uma missão quando dorme ao volante e perde o controle de seu carro.
Com a avaria, fica refém de uma bondosa alma que o resgate, visto que a tempestade está piorando.
É assim que o destino atravessa a história dessas pessoas.
Durante a breve carona, Quist é grosseiro e preconceituoso, julga Lily pela aparência chique e a trata com desprezo.
Lily, que estava meio perdida, acaba perdendo o controle do carro e saindo da estrada, isto enquanto Quist retomava o seu cochilo.
O carro morre e ela se dá conta que a gasolina acabou.
Agora está ela, Quist e Nick uma menininha de 5 semanas no meio de uma estrada com poucos frequentadores e em plena tempestade.
O frio pode ser fatal e a falta de suprimentos agrava a periculosidade dessa história.
Daí por diante, acompanhamos a luta pela sobrevivência e crescente antipatia que pouco a pouco se rende a uma forte atração sexual entre nossos heróis.
O livro foi escrito há bastante tempo e mostra uma grande imaturidade da autora.
A história é bastante óbvia e nada surpreendente.
Observa-se uma falta de empenho, ou criatividade, em formular a trama.
Lily é irritantemente irresponsável e vulnerável.
Quist é desnecessariamente rude e com elementos psicológicos válidos, porém incompatíveis para a idade que possui.
Por fim, apesar de toda essa problemática, acabei me divertindo.
Gostei da química que ocorre entre eles, apesar de não entender como ela consegue dobrar esse peão bronco (haaaa nem vem me dizer que isso é spoiler, comecei falando da obviedade).
As cenas calientes são poucas, mas intensas e elaboradas.
Encontrei tantas versões desse livro que nem tenho como contar.
Foi publicado em versão de bolso, banca e livraria.
É um romance leve e sem grandes pretensões, ideal para aquela tarde chuvosa de tédio onde o envolvimento com o texto não está em foco.



Um comentário:

Derilajc disse...

Ah não, esse não me parece ser um bom livro rs... Gosto de estórias fortes e emocianates...

Comprei Família depois de ler sua resenha lá no lost in chick lit, estou gostando muito. Demorei para começar a lê-lo, pois ele veio junto com Questões do Coração (*lindo*), e eu estava tomando fôlego para dar início a outra leitura rs.

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